Em nosso encontro de segunda-feira (22/09), fechamos o bloco de estudos de transporte com um artigo cujo tema tratou da importância do transporte e infraestrutura aeroviária no Brasil. O artigo trazia o histórico do modal no Brasil e na Austrália, fazendo comparações econômicas, sociais e geográficas entre estes dois países, visando, portanto, analisar a volatilidade das políticas aéreas e suas consequências para o desenvolvimento logístico regional.Durante a discussão, comparamos os dois países em diversos quesitos, destacando os pontos em comum, como a população concentrada no litoral, a importância do turismo, as proporções continentais e o histórico de abertura do setor na década de 90. Enquanto que a densidade de aeroportos na Austrália (aeroportos / milhão de pessoas) é de 7.3 (WEF,2009); no Brasil, este número cai para 0,6. Sendo assim, o fato de o Brasil possuir oito vezes mais habitantes que a Austrália demonstra um imenso potencial de crescimento do modal, incentivado pelo aumento do poder de compra popular nos últimos anos. Avaliamos, também, o transporte aeroviário em diversos setores da economia, dentre eles, destacou-se o turismo; a atração de empresas e investimentos estrangeiros; a distribuição de renda na região (efeito spill-over). Além disso, as políticas ou restrições governamentais, tais como as tarifas de serviço, o controle de slots no aeroporto, os direitos de alocação de tráfico, e, principalmente, a taxa de câmbio (peças, manutenção e combustível comprados em dólar), interferem, e muito, no desempenho das empresas do setor. Por fim, concluímos que o modal aéreo brasileiro é um dos melhores em comparação com os demais, principalmente com os investimentos que se fizeram para a Copa do Mundo FIFA; entretanto, ainda se tem um potencial que precisa ser explorado, podendo ser feito por meio da promoção da competição do setor, pelo incentivo governamental no setor e pela melhora em infraestrutura.

 Referência:

KOO, Tay; LOHMANN, Gui. The spatial effects of domestic aviation deregulation: a comparative study of Australian and Brazilian seat capacity, 1986–2010. Journal of Transport Geography, v. 29, p. 52-62, 2013.

Thomas Ribeiro

Membro do GELOG

Relações Internacionais