1. O Coronavírus e Desafios da Saúde Pública

O alto e rápido índice de contágio do novo coronavírus tem representado uma grande ameaça para todo o mundo. No momento, é necessária uma resposta coordenada, tanto dos fornecedores de suprimentos médicos essenciais para o combate à pandemia, quanto de instituições de saúde e dos governos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a ruptura no fornecimento global de vários produtos – assunto abordado no primeiro artigo desta série – incluindo equipamentos de proteção individual (EPIs), além de colocar em risco a vida de pacientes com coronavírus, também ameaça a vida dos profissionais de saúde, que estão mal equipados, e portanto, expostos ao vírus (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE, 2020).

Outra das grandes preocupações a nível mundial é a falta de ventiladores pulmonares. Os pacientes com quadro grave de Covid-19 apresentam fluido nos pulmões, o que implica em um esforço maior para respirar e exige o uso de ventiladores para manter o nível necessário de oxigênio no sangue (LENHARO, 2020). Além da falta de equipamentos cruciais, o longo período que um paciente com coronavírus fica internado é preocupante: são de 15 a 20 dias respirando com ajuda mecânica, o que diminui a rotatividade de pacientes por leito e cria longas filas de espera (ROSENBAUM, 2020). 

Nesse contexto, a superlotação do sistema de saúde se mostra mais preocupante do que nunca. Com a maioria dos leitos das unidades de terapia intensiva (UTIs) ocupados e sem medidas contingenciais, esse cenário pode chegar a níveis extremos, como é o caso da Itália, onde muitos hospitais precisam racionar seus equipamentos e fazer uma escolha impossível: decidir quais pacientes têm mais chance de sobreviver, em ordem de deliberar quem deve receber a ventilação mecânica (ROSENBAUM, 2020).

Em meio à pandemia do coronavírus, são vários os desafios para garantir que todos os pacientes sejam tratados com os recursos necessários e por profissionais devidamente equipados. Para contornar essa situação, muitos países procuram tornar o atendimento de seus hospitais mais eficiente, gerenciando seus estoques ou ainda criando mais leitos por meio dos hospitais de campanha (RUPRECHT, 2020). É assim que uma área da logística, que é muitas vezes deixada de lado, apresenta-se como essencial no enfrentamento à pandemia: a Logística Hospitalar.

2. Logística Hospitalar

Considerando esse panorama de tamanha demanda por recursos materiais e humanos, salienta-se a importância de um olhar crítico aos hospitais como sistemas técnicos complexos. Diferentes enfermarias e áreas de operações estão envolvidas na rotina diária de um hospital. Além da assistência médica, ações eficientes para a coordenação de todos os itens logísticos contribuem diretamente para a qualidade do atendimento e, também, influenciam enormemente o sucesso de um hospital (FRAUNHOFER, 2020).

Para Maruster e Jorna (2005), a logística das organizações hospitalares “compreende o design, planejamento, implementação, controle e coordenação entre o fluxo de pacientes e as atividades terapêuticas e de diagnóstico”. Já Vanvactor (2011) compreende a logística hospitalar como as atividades responsáveis por fornecer, apoiar, manter e prolongar os níveis de materiais disponíveis, com o intuito de atender a demanda dos clientes ao longo de todas as operações da saúde.

Esses conceitos evidenciam, respectivamente, a importância do gerenciamento do fluxo de pessoas e de materiais nos hospitais. Ao aprimorar o fluxo do paciente, o hospital ganha eficiência no seu atendimento e permite o aumento da segurança e das taxas de sucesso nos tratamentos (INTELECTAH, 2019). Já o  fluxo de materiais envolve inúmeras variáveis, que devem ser administradas com cautela para que o controle de materiais e medicamentos seja eficaz como prazos de validades mais curtos, armazenamento a baixas temperaturas, necessidade de rastreabilidade,  risco de furtos e diversidade de formas e dosagens, desde comprimidos até medicamentos injetáveis (LANA, 2010). 

Embora os custos relacionados às atividades logísticas correspondam a mais de 30% de todos os gastos hospitalares, esta área da logística é muito inexplorada quando comparada às outras indústrias. A divergência entre autores com relação ao conceito de logística hospitalar expõe a complexidade das cadeias de saúde, que ainda demandam muita atenção por parte dos estudiosos e, principalmente, dos gestores do sistema de saúde (VOLLAND et. al, 2017). Na prática, essa falta de conhecimento se reflete em sistemas altamente custosos e mal preparados para atender a população e conter crises epidemiológicas, como é o caso atualmente de diversos países no combate ao coronavírus.

3. O Impacto do Coronavírus

O despreparo dos hospitais para lidar com os infectados trouxe à tona um sentimento de pânico entre a população mundial. Rapidamente houve um aumento abrupto e extraordinário na demanda por máscaras, luvas, álcool em gel e outros EPIs. Assim, os fornecedores tornaram-se incapazes de atender aos novos pedidos, que vinham não apenas de hospitais superlotados, mas de lojas e supermercados que foram obrigados a restringir a quantidade permitida para compra.

A China, epicentro do primeiro surto da Covid-19, também é um fornecedor global de ingredientes essenciais para a fabricação de medicamentos, insumos farmacêuticos ativos (IFAs) e outros equipamentos, como respiradores, máscaras, luvas e aventais (STEPHENSON, 2020).  Ao tentar limitar a propagação do vírus por meio da quarentena, muitas das fábricas chinesas pararam sua produção o que resultou em uma ruptura na cadeia global de medicamentos, colocando em risco sistemas de saúdes  por todo o mundo (JAVORCIK, 2020). Um exemplo disso são os Estados Unidos, uma vez que, em 2018, 88% dos ingredientes para a produção de seus medicamentos foram fabricados no exterior, sendo 14% deles na China, de acordo com o a Agência Federal de Alimentos e Medicamentos (FDA, 2018).

A escassez de medicamentos e de materiais para a proteção chamou a atenção do diretor-geral da OMS, dr. Tedros Adhanom Ghebreyesys, que ressaltou a necessidade de cadeias de suprimento seguras e bem gerenciadas para prover equipamentos necessários aos profissionais de saúde (ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE, 2020). Ao falar em gerenciamento de cadeias hospitalares, o compartilhamento de informações precisas, dentro e através das unidades de saúde, ocupa papel decisivo no desafio de lidar com a insuficiência de materiais de proteção. Neste contexto, vê-se necessária a adoção de três medidas principais: a identificação e remoção de gargalos; o agrupamento e a coordenação de recursos entre diferentes organizações e a inovação em tempo real (COLLETTI, 1994; PISANO et al., 2020).

A identificação e remoção de gargalos envolve buscar, dentro do sistema e da cadeia de suprimentos, os fatores que estão limitando a capacidade de atendimento e testagem dos infectados pela Covid-19 ou por outras doenças. Já o agrupamento e a coordenação de recursos inclui o gerenciamento de estoques de diferentes locais de forma abrangente, o que pode ser feito através da colaboração e compartilhamento de recursos entre diferentes hospitais. Por fim, a inovação em tempo real significa resolver problemas de maneira criativa através da boa liderança e do repasse de conhecimento. (PISANO et al., 2020). 

Por outro lado, gerenciar a cadeia de suprimentos hospitalar significa organizar os seus elos para determinar quando e onde os pacientes infectados ou não serão atendidos em segurança. Em um cenário como o atual, as administrações devem pensar em conjunto com os profissionais de saúde questões como a possibilidade de tratamento de pacientes em lugares alternativos, o tempo de tratamento e permanência nas UTIs e quais procedimentos podem ser adiados com segurança (PISANO et al., 2020). 

4. Estratégias de Destaque 

Ao passo que o novo coronavírus escalava para uma situação de emergência global, foi possível observar bons exemplos de sistemas de saúde em alguns países, com estratégias eficientes de controle do fluxo de pessoas, de materiais e de informações no ambiente hospitalar. O esforço para conter o avanço da doença fez com que estes países, mesmo estando localizados no centro ou nos arredores de grandes focos de contágios, demonstrassem números de mortos ou infectados muito abaixo das demais regiões.

O órgão de saúde alemão, até o início da pandemia, tinha um total de 28 mil leitos de UTI, uma das mais altas taxas de leitos por habitantes no mundo. Diante do aumento do número de casos, foram realizados investimentos financeiros para aumentar a capacidade de atendimento do setor. Agora, este número pode chegar a até 40 mil leitos, que podem ser rastreados por um sistema digital unificado e, então, indicados para pacientes de todo o país (BBC, 2020). 

Ao mesmo tempo, foram realizados testes em massa, visando reduzir o número de casos. Na segunda semana do mês de abril, foram mais de 120 mil testes por dia, permitindo que as autoridades de saúde identificassem os locais que faziam parte da cadeia de contágio. Uma razão para isso é que os virologistas alemães — trabalhando com os setores público e privado do país responderam rapidamente com o desenvolvimento de um teste de diagnóstico para a Covid-19, conseguindo antecipar-se ao aumento da demanda de suprimentos (DICKENS, 2020). Estratégias semelhantes foram adotadas por países como o Japão e a Coréia do Sul, que apresentaram resultados relevantes levando em conta sua proximidade com a China, onde surgiu a doença (BBC, 2020).

Procurando dar apoio aos países que foram surpreendidos com um alto fluxo de pacientes, o Centro Europeu para a Prevenção e o Controle de Doenças Infecciosas (ECDC) redigiu um documento direcionado aos hospitais europeus, apresentando estratégias logísticas para compras, gestão de estoques e capacidade humana e laboratorial. Dentre as estratégias destacam-se: a identificação de fornecedores alternativos; a criação de estoque intermediário de suprimentos essenciais; a avaliação da capacidade de aumento dos profissionais de saúde para triagem, pronto-atendimento, UTIs, laboratório e outras unidades onde os pacientes serão alocados são algumas das medidas recomendadas (ECDC, 2020). 

5. Estratégia em Comum: Hospitais de Campanha

Para garantir o atendimento de um grande número de pacientes com quadro grave de coronavírus, é necessário disponibilizar leitos de unidades de terapia intensiva, as UTIs. Com os hospitais entrando em colapso em diversos países, muitos optaram por uma solução prática: a construção de hospitais de campanha. Estas estruturas vêm sendo utilizadas em diversas situações emergenciais, como pandemias, catástrofes naturais e guerras. Sua definição dada pela OMS é de “uma unidade de saúde móvel, independente e autossuficiente, capaz de implantação e expansão ou contração rápida para atender aos quesitos de emergência por um período especificado” (NAOR, 2019).

O sistema logístico no qual um hospital de campanha se apoia é similar àquele da logística humanitária. O gerenciamento da cadeia de suprimentos deve ser feito de tal forma que consiga receber os insumos corretos no tempo e no lugar certo, enquanto lida com a imprevisibilidade da demanda de um ambiente complexo de operação (OLIVEIRA, 2015). Este, nesse caso, é entendido como a área hospitalar, uma vez que enquanto lida com a demanda de suprimentos precisa também levar em consideração os desafios logísticos específicos de um hospital: coordenação de turnos com enfermeiros, médicos e auxiliares, de maneira que se mantenha um controle de qual funcionário está contaminado e com quem teve contato; verificação e identificação de pacientes, priorizando e sinalizando os casos mais graves ou em grupo de risco; procedimentos de admissão e alta; gerenciamento e descarte de resíduos e organização de transporte de chegada e saída dos pacientes do hospital temporário (CHENEY, 2020).

Dentre os vários hospitais temporários construídos pelo mundo, a China apresentou imenso destaque, pois em um breve intervalo de tempo construiu mais de uma dezena de hospitais de campanha, que, no epicentro da epidemia, provaram ser de vital importância tanto para o controle da crise quanto para e o gerenciamento de futuros desastres (CHENEY, 2020). O país ainda usufruiu da tecnologia de informação na coordenação desses hospitais, utilizando carrinhos autônomos para entregar medicamentos e alimentos para pacientes e médicos, diminuindo assim, o risco de infecção e aliviando a carga de trabalho do corpo hospitalar já sobrecarregado. Ainda, outra solução tecnológica usufruída nesses hospitais é de uma plataforma que, a partir de um bracelete no braço dos pacientes, sincroniza dados como temperatura, frequência cardíaca e nível de oxigênio no sangue (ARTHUR, 2020). 

6. Futuro promissor para a Logística Hospitalar

A alta demanda dos hospitais, o grande fluxo de pacientes e de informações demonstra que as estratégias de logística hospitalar tendem a sofrer nos próximos anos modificações permanentes na configuração do seu gerenciamento, aprimorando a sua infraestrutura por meio do compartilhamento de dados e exigindo informações mais precisas da cadeia de suprimentos (HAHN, 2020). Tendo em vista a ausência de profissionais qualificados desta área no mercado, surge a necessidade de mais especialistas em logística de saúde para otimizar o uso de meios técnicos e recursos materiais, garantindo a eficiência, qualidade e rastreabilidade das operações (SILVE, 2008).

 Os desafios enfrentados na atual pandemia também podem contribuir para a adoção de tendências permanentes no ambiente hospitalar e na sua cadeia de suprimentos. Entretanto, ainda há muito trabalho a ser feito para melhor preparar os hospitais e instituições de saúde para futuras crises. Uma vez que hajam profissionais capacitados para trabalhar com logística hospitalar, será possível aprimorar o uso de ferramentas já existentes e incorporar novas tecnologias englobadas pelo conceito da Indústria 4.0 no setor (FABRICIUS, 2019). A China tem se mostrado um ótimo exemplo de como usar a tecnologia em soluções para a crise da Covid-19. Através da utilização de braceletes para sincronizar os dados vitais dos pacientes em uma plataforma, bem como robôs e outras máquinas automotivas para realizar o picking de medicamentos, lavagem e separação de uniformes, o país é visto como um modelo a ser seguido neste período (FABRICIUS, 2019).

Nesse cenário, o compartilhamento de dados e a difusão de informações entre profissionais da saúde e fornecedores se mostra tão importante como em qualquer outra indústria, tanto no tratamento de infectados quanto na busca por novas formas de garantir suprimentos necessários para que o sistema de saúde. Embora sejam muitas as iniciativas para lidar com a escassez de materiais e o atendimento de pacientes, o problema pode ficar ainda mais complicado na medida em que muitos dos profissionais responsáveis pela compra, fornecimento e transporte destes materiais devem seguir recomendações de distanciamento social. Nesta perspectiva, é preciso procurar por novas maneiras de garantir a entrega, não apenas de equipamentos de proteção, mas também de outras mercadorias essenciais. Este tema será desenvolvido no próximo artigo da série de Eventos Disruptivos.

Autores: Giulia Wolff Bridi, Juliana Truffi Barci, Luis Eduardo Corrêa de Sousa Vieira, Pâmela Nicole Brecht e Yuri Marx

Revisão: Maya Lâinna Soares


O GELOG – Grupo de Estudos Logísticos é dedicado à formação de futuros profissionais especialistas em logística através da capacitação teórica e prática, como a escrita de artigos, a realização de treinamentos internos e externos e projetos e visitas técnicas junto à empresas parceiras. O Gelog está sediado há mais de 15 anos no Departamento de Engenharia de Produção e Sistemas da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e está sob orientação do professor Carlos Manoel Taboada Rodriguez, Ph.D.

REFERÊNCIAS

ARTHUR, Charles; CHUHUI, Ruan. In China, robot delivery vehicles deployed to help with COVID-19 emergency. World Health Organization, 2020.

CALDEIRA, Helvio. Logística Hospitalar: O que é e sua necessidade. CM Tecnologia, 2020. Disponível em: <https://cmtecnologia.com.br/blog/logistica-hospitalar/>. Acesso em: 27 de abril de 2020.

CHENEY, Christopher. Coronavirus: 5 Lessons Learned From Temporary Hospitals in China. Health Leaders Media, 2020. Disponível em: <https://www.healthleadersmedia.com/clinical-care/coronavirus-5-lessons-learned-temporary-hospitals-china>. Acesso em: 28 de abril de 2020.

Cinco locais com estratégias bem-sucedidas de combate ao coronavírus. BBC News, 2020. Disponível  em: <https://www.bbc.com/portuguese/internacional-52090542>. Acesso em: 30 de abril de 2020.

COLLETTI, J.J. Health care reform and the hospital supply chain. Hospital Material Management Quarterly, Vol. 15, n. 3, p. 28-35, 1994.

DICKENS, Jack. Why is Germany able to test for coronavirus so much more than the UK? Reaction, 2020. Disponível em: <https://reaction.life/why-is-germany-able-to-test-for-coronavirus-so-much-more-than-the-uk/> Acesso em: 02 de maio de 2020.

European Centre for Disease Prevention and Control (ECDC). Checklist for hospitals preparing for the reception and care of coronavirus 2019 (COVID-19) patients. ECDC: Stockholm; 2020. Disponível em: <https://www.ecdc.europa.eu/sites/default/files/documents/covid-19-checklist-hospitals-preparing-reception-care-coronavirus-patients.pdf>. Acesso em 30 de abril de 2020.

FABRICIUS, Claus. Great potential for future optimization in Hospital Logistics. Niras, 2019. Disponível em: <https://www.niras.com/insight/great-potential-for-future-optimization-in-hospital-logistics/>. Acesso em: 01 de maio de 2020

FABRICIUS, Claus. Hospital 1.0, 2.0, 3.0….4.0 – the future of Hospital Logistics. LinkedIn, 2019. Disponível em: <https://www.linkedin.com/pulse/hospital-10-20-3040-future-logistics-claus-fabricius/>. Acesso em: 01 de maio de 2020

HAHN, Stephen. Coronavirus (COVID-19) Supply Chain Update. FDA, 2020. Disponível em:<https://www.fda.gov/news-events/press-announcements/coronavirus-covid-19-supply-chain-update>. Acesso em: 30 de abril de 2020.

Hospital Logistics. Fraunhofer Institute for Material Flow and Logistics, 2020. Disponível  em:<https://www.iml.fraunhofer.de/en/fields_of_activity/logistics–traffic–environment/health_care_logistics_en/hospital_logistics.html>. Acesso em: 27 de abril de 2020.

INTELECTAH. Saiba como acompanhar melhor o fluxo de pacientes no hospital. 2019. Intelectah – Inteligência em Gestão Hospitalar. Disponível em: <https://blog.intelectah.com.br/saiba-como-acompanhar-melhor-o-fluxo-de-pacientes-no-hospital/>. Acesso em: 28 abr. 2020.

JAVORCIK, Beata. COVID-19 vai mudar a globalização e empresas terão de rever suas cadeias. Valor Econômico, 2020. Disponível em <https://valor.globo.com/mundo/noticia/2020/04/03/covid-19-vai-mudar-a-globalizacao-e-empresas-terao-de-rever-suas-cadeias.ghtml>. Acesso em: 03/04/2020.

KATZ, Margot. These Places Could Run Out of Hospital Beds as Coronavirus Spreads. The New York Times, 2020. Disponível em: <https://www.nytimes.com/interactive/2020/03/17/upshot/hospital-bed-shortages-coronavirus.html>. Acesso em: 27 de abril de 2020.

LANA, Elisa. A importância da gestão eficiente de recursos materiais na área hospitalar. 2010. Administradores.com. Disponível em: <https://administradores.com.br/artigos/a-importancia-da-gestao-eficiente-de-recursos-materiais-na-area-hospitalar>. Acesso em: 28 abr. 2020.

LENHARO, Mariana. Coronavírus: o que dizem médicos sobre a ideia de compartilhar respiradores entre dois pacientes. BBC News Brasil, 2020. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/geral-52111379>. Acesso em: 27 de abril de 2020.

MARUSTER, L.; JORNA, R. J. From data to knowledge: a method for modeling hospital logistic processes. IEEE Transactions on Information Technology in Biomedicine, 2005. Disponível em: <https://www.researchgate.net/publication/3415744_From_Data_to_Knowledge_A_Method_for_Modeling_Hospital_Logistic_Processes>. Acesso em: 29 abr. 2020.

NAOR, Michael. Healthcare Military Logistics at Disaster Regions around the World: Insights from Ten Field Hospital Missions over Three Decades. Military Engineering, 2019.

OLIVEIRA, Maurício Cunha Massa. Logística humanitária: apoio do Hospital de Campanha (HCAMP) ao terremoto no Haiti em 2010. Revista da UNIFA, Rio de Janeiro, v. 29, n. 1, p. 115 – 124, jan./jun. 2016.

ORLANDO, Giovanna. Covid-19 satura sistemas de saúde e mundo corre atrás de soluções. R7 Notícias,2020. Disponível em: <https://noticias.r7.com/internacional/covid-19-satura-sistemas-de-saude-e-mundo-corre-atras-de-solucoes-26032020>. Acesso em: 29 de abril de 2020.

PISANO, Gary P. et al. How Hospitals Can Manage Supply Shortages as Demand Surges. 2020. Harvard Business Review. Disponível em: <https://hbr.org/2020/04/how-hospitals-can-manage-supply-shortages-as-demand-surges>Acesso em: 28 abr. 2020.

Quatro motivos que permitiram à Alemanha flexibilizar quarentena. BBC News, 2020. Disponível em: <https://www.bbc.com/portuguese/internacional-52397931>. Acesso em: 30 de abril de 2020.

ROSENBAUM, Lisa. Facing Covid-19 in Italy — Ethics, Logistics, and Therapeutics on the Epidemic’s Front Line. The New England Journal of Medicine, 2020. Disponível em: <https://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMp2005492>. Acesso em: 27 de abril de 2020.

RUPRECHT, Theo. Hospitais de campanha: como vão funcionar e por que são tão importantes. Superinteressante, 2020. Disponível em: <https://saude.abril.com.br/medicina/hospitais-de-campanha-como-vao-funcionar/>. Acesso em: 27 de abril de 2020.

Shortage of personal protective equipment endangering health workers worldwide. Organização Mundial da Saúde, 2020. Disponível em: <https://www.who.int/news-room/detail/03-03-2020-shortage-of-personal-protective-equipment-endangering-health-workers-worldwide>. Acesso em: 27 de abril de 2020.

STEPHENSON, Joan. FDA Warns Coronavirus Outbreak May Disrupt Supply of Critical Medical Products. 2020. Journal of the American Medical Association. Disponível em: <https://jamanetwork.com/channels/health-forum/fullarticle/2761949>. Acesso em: 27 abr. 2020.

SILVE, B. Health logistics is a profession: improving the performance of health in developing countries. Field Actions Science Reports, 2020.

VANVACTOR, J. D. (2011). Cognizant healthcare logistics management: ensuring resilience during crisis. International Journal of Disaster Resilience in the Built Environment, 2011. Disponível em: <https://www.researchgate.net/publication/235251780_Cognizant_healthcare_logistics_management_Ensuring_resilience_during_crisis>. Acesso em 29 abr. 2020.

VOLLAND, Jonas; FÜGENER, Andreas; SCHOENFELDER, Jan; BRUNNER, Jens O.. Material logistics in hospitals: a literature review. : A literature review. Omega, [s.l.], v. 69, p. 82-101, jun. 2017. Elsevier BV.< http://dx.doi.org/10.1016/j.omega.2016.08.004>.